Notei que ainda não contei como foi meu processo de alfabetização e tampouco minhas experiências com a leitura na infância.
Lá vamos nós: Confesso que pouco me recordo de como foi meu processo de aprendizagem para ler e escrever. Lembro-me de que foi através de cartilha, com todos os"bas-bes-bis-bos-bus" e "pas-pes-pis-pos-pus" a que temos direito. Mas creio que haja sido algo agradável, pois me recordo com muito carinho daqueles tempos.
Aliás, o que de fato tenho em mente em relação àquela época é a imagem da professora que me alfabetizou. Ainda hoje, quando vou ao colégio visitá-la, sua voz serena torna-se música para meus ouvidos, e as doces lembranças daqueles tempos ressurgem muito agradavelmente.
Não tenho dúvidas de que a dedicação e o carinho com que ela nos tratava incentivou-me a sentir interesse pela escrita e pela leitura, e, sobretudo, a escrever, essencialmente, com o coração (jamais me esquecendo das boas e velhas regras gramaticais de nosso riquíssimo português, é claro!).
Creio que este haja sido o maior presente que recebi de minha professora durante meu processo de alfabetização: o gosto pela escrita e pela leitura.
Afinal, todos nós aprendemos a ler e a escrever, de uma forma ou de outra. Mas, descobrir os encantamentos a que tais artes podem nos levar, só mesmo com uma educadora que saiba passar aos alunos, ainda que neste estágio inicial, tais valores e princípios.
Ditos conceitos, cartilha nenhuma ensina; método inovador algum dá conta.
O que marca, afinal, são as laços que formamos desde cedo. E estes, que bom, foram atados logo no início.
Obrigada, querida professora, muito obrigada!