Minhas experiências de leitura neste curso de Pedagogia têm sido encantadoras. Estou descobrindo novos pensadores, me aprofundando na visão daqueles que eu já conhecia e entendendo a visão de cada um deles em relação à criança e à educação.
Estou encantada por Rousseau. É inegável que suas opiniões, de vez em quando, são bastante questionáveis. Mas a essência de seu pensamento, a nova visão de criança por ele apresentada, em uma época em que se esperava da criança tão somente a preparação para o mundo adulto, já consiste em uma inegável contribuição para os dias atuais.
Noto que estou me comportando, durante as leituras destas teorias e pensamentos, de forma bastante interessada e curiosa, como a criança descrita por Rousseau, aberta para novos mundos e novas descobertas. Estou que certa de que esta curiosidade fará com que eu me aprofunde ainda mais nas visões do mundo infantil, bem como nas necessidades das crianças.
quinta-feira, 27 de março de 2008
quinta-feira, 13 de março de 2008
Resolvi estudar a história da Literatura Infantil. Esta idéia surgiu quando, enquanto pensava o que escrever no blog, veio-me à mente as histórias dos Irmãos Grimm, que estudava em minhas aulas de alemão durante o colégio (estudei no Colégio Porto Seguro).
As histórias dos Irmãos Grimm que mais marcaram minha infância, além das clássicas "Cinderela", "Chapeuzinho Vermelho", "Branca de Neve", foram "Os Músicos de Bremen" e "O Flautista de Hamelin".
Jacob e Wilhelm Grimm, nasceram na Alemanha, em 1785 e 1786 e dedicaram-se ao registro de fábulas infantis. As histórias dos Irmãos Grimm tinham como base histórias simples, com apenas um núcleo dramático e finais previsíveis, permitindo ao leitor saber o que aconteria ao longo da história, o que lhe passaria maior confiança durante a leitura.
Os primeiros livros infantis surgiram no século XVII, escritos por professores, sempre com o objetivo de ensinar algo à criança.
Diferentemente, nos dias de hoje, as histórias infantis, ao meu ver, levantam nas crianças questionamentos e curiosidades a respeito das relações humanas e da natureza. Estes questionamentos permitem que a criança se abra ao mundo e reflita sobre os acontecimentos em suas vidas.
Acredito que esta nova visão das histórias infantis reflitam o pensamento dos dias atuais. Creio, também, ser de extrema importância para o autor de histórias infantis a análise de todo este contexto.
Dessa forma, torna-se muito mais fácil e natural ao autor entrar neste encantador mundo infantil.
Seguirei minha busca pelo fantástico universo da literatura infantil. Trarei mais novidades na semana que vem.
Até lá!
As histórias dos Irmãos Grimm que mais marcaram minha infância, além das clássicas "Cinderela", "Chapeuzinho Vermelho", "Branca de Neve", foram "Os Músicos de Bremen" e "O Flautista de Hamelin".
Jacob e Wilhelm Grimm, nasceram na Alemanha, em 1785 e 1786 e dedicaram-se ao registro de fábulas infantis. As histórias dos Irmãos Grimm tinham como base histórias simples, com apenas um núcleo dramático e finais previsíveis, permitindo ao leitor saber o que aconteria ao longo da história, o que lhe passaria maior confiança durante a leitura.
Os primeiros livros infantis surgiram no século XVII, escritos por professores, sempre com o objetivo de ensinar algo à criança.
Diferentemente, nos dias de hoje, as histórias infantis, ao meu ver, levantam nas crianças questionamentos e curiosidades a respeito das relações humanas e da natureza. Estes questionamentos permitem que a criança se abra ao mundo e reflita sobre os acontecimentos em suas vidas.
Acredito que esta nova visão das histórias infantis reflitam o pensamento dos dias atuais. Creio, também, ser de extrema importância para o autor de histórias infantis a análise de todo este contexto.
Dessa forma, torna-se muito mais fácil e natural ao autor entrar neste encantador mundo infantil.
Seguirei minha busca pelo fantástico universo da literatura infantil. Trarei mais novidades na semana que vem.
Até lá!
quinta-feira, 6 de março de 2008
Devo confessar: esta história de escrever para crianças me inspirou. Ainda mais com as incentivadoras e instigantes palavras da professora sobre meu primeiro comentário, as quais agradeço.
Por isso, passei a semana toda pensando no que faria para desenvolver este meu lado. Tive, então, a idéia de procurar, em um primeiro momento, os livros infantis que eu tinha casa. Esperava encontrar mais livros, pois me lembro que na minha infância tínhamos muito acesso a leituras, sempre incentivadas por meus pais, mas acredito que eles tenham sido doados ou coisa parecida. Espero estarem sendo tão úteis para outras crianças, quanto foram para mim.
De qualquer forma, encontrei dois livros que me chamaram a atenção: "O Pequeno Príncipe", que li quando criança e que pretendo ler novamente, e um livro do Ziraldo, chamado "Uma Professora Muito Maluquinha". Bastante pertinente, não?
Ziraldo é um autor que muito admiro. Sua escrita escorreita, simples e divertida são para mim bastante agradáveis. E nem se fale de seus desenhos, que, considero, em se tratando de livros infantis, essenciais para captar a atenção da criança.
Por isso, passei a semana toda pensando no que faria para desenvolver este meu lado. Tive, então, a idéia de procurar, em um primeiro momento, os livros infantis que eu tinha casa. Esperava encontrar mais livros, pois me lembro que na minha infância tínhamos muito acesso a leituras, sempre incentivadas por meus pais, mas acredito que eles tenham sido doados ou coisa parecida. Espero estarem sendo tão úteis para outras crianças, quanto foram para mim.
De qualquer forma, encontrei dois livros que me chamaram a atenção: "O Pequeno Príncipe", que li quando criança e que pretendo ler novamente, e um livro do Ziraldo, chamado "Uma Professora Muito Maluquinha". Bastante pertinente, não?
Ziraldo é um autor que muito admiro. Sua escrita escorreita, simples e divertida são para mim bastante agradáveis. E nem se fale de seus desenhos, que, considero, em se tratando de livros infantis, essenciais para captar a atenção da criança.


A contra-capa do livro "Uma Professora Muito Maluquinha" já me chamou muita atenção e dizia assim: "...certa vez, uma professora sugeriu a ele [Ziraldo] que colocasse em um livro sério suas idéias sobre as relações dos adultos com as crianças. Como se fosse uma brincadeira, ele inventou o Menino Maluquinho. Agora, outras professoras têm pedido que ele transforme em livro suas idéias sobre a arte de ler e escrever e sobre as lembranças de uma professora que abriu seus olhos para o mundo. Como uma nova brincadeira, igualmente séria, eis o livro!"
Essas palavras são para mim, bastante marcantes. Demonstram o quão natural é, para Ziraldo, escrever desta forma divertida e fácil ao público infantil.
Mas aí, caímos na discussão que já tivemos nas aulas iniciais do curso: escrever para Ziraldo é naturalmente fácil, ou foi o "suor", de anos de trabalho e estudo que fez com que sua linguagem infantil se tornasse tão agradavelmente admirável?
Mais ainda: podemos desenvolver este nosso lado da escrita, ou nascemos com ele? É o que tentarei descobrir ao longo do curso.
A seguir, cenas do próximo capítulo!